quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Eryops


O Eryops foi um enorme anfíbio de 2,5 metros de comprimento que habitou os pântanos do período Permiano na América do Norte. Segundo alguns estudos sobre a anatomia do Eryops, acredita-se que foi um antepassado dos anuros ( sapos, rãs e pererecas ), pois as suas patas eram bem encurtadas e faziam-no arrastar seu ventre no chão, já que eram dispostas nas laterais, como em quase todos os anfíbios e as pernas eram grossas como as do sapo sendo boas para a locomoção em terra; o que faz pensar que, embora fosse muito bem adaptado ao ambiente terrestre, preferiria caçar submerso, sendo ágil caçador nesse outro ambiente..
O Eryops apresenta outro fato interessante, sua boca foi uma das maiores bocarras que um animal pode possuir. Acredita-se, também, que foi um dos primeiros anfíbios a “coaxar” (outro fato que aproxima o Eryops dos anuros atuais ). Seu dorso era revestido com placas ósseas mas não se sabe ao certo a função das mesmas.

Dados do Anfíbio:
Nome: Eryops
Nome Científico: Eryops sp
Época: Permiano
Local onde viveu: América do Norte
Tamanho: 2,5 metros de comprimento
Peso: Cerca de 200 kg
Alimentação: Carnívora

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Anphíbia
Ordem: Labirintodontia
Superordem: Temnospondylia
Família: Eryopidae
Género: Eryops
Espécie: Eryops sp

Cacops


O Cacops era um anfíbio primitivo que viveu há aproximadamente 290 milhões de anos atrás durante o período
Permiano no sul dos Estados Unidos. Foi uns dos anfíbios mais adaptados a vida terrestre, pois se parecia muito com os répteis, seu corpo era protegido por um revestimento de placas ósseas que cobriam a coluna vertebral e formavam uma protuberância robusta e pertencia a ordem dos temnospondilos.

Dados do Anfíbio:
Nome: Cacops
Época: Permiano
Peso: Cerca de 10 quilos
Tamanho: 50 centímetros de comprimento
Alimentação: Carnívora

Acanthostega


O Acanthostega era um
anfíbio primitivo que viveu há aproximadamente 380 milhões de anos atrás durante o período Devoniano se alimentava de pequenos crustáceos, moluscos, peixes e insetos, vivia em pântanos e em lagos pobremente oxigenados. Seus membros eram bem desenvolvidos e acredita-se que este anfíbio foi um dos primeiros tetrápodes, ou seja, possuía 4 membros, os quais um dia iriam dominar o meio terrestre.
O Acanthostega possuía 8 dedos em cada pata, que juntamente com o fato de não possuir uma caixa torácica adaptada a sustentar seu peso fora da água, tornavam-nos inaptos ao ambiente terrestre, acredita-se que suas patas eram mais utilizadas para "andar" pela vegetação aquática, dos pântanos onde vivia, como as atuais salamandras, do que para rastejar entre poças de água que poderiam secar periodicamente.

Dados do Anfíbio:
Nome: Acanthostega
Nome Científico: Acanthostega
Época: Devoniano
Local onde viveu: Groelândia
Tamanho: 50 centímetros de comprimento
Peso: Cerca de 8 kg
Alimentação: Carnívora

Os Anfíbios primitivos

O úmido e quente período Devoniano, de 400 milhões de anos atrás, transformou muitos lagos em pântanos pobres em oxigênio, sufocando as plantas. Uma ordem de peixes ósseos chamada Ripidístia desenvolveu traços que incluíam pulmões e barbatanas musculares apoiadas em ossos, que se adaptavam bem a esses habitats lamacentos. Nadando junto a superfície , os gêneros da ordem Ripidístia, como o Eusthenopteron, conseguiam subir acima da superfície da água para absorver ar. Gradualmente, talvez atraído pelas presas de terra firme ou impulsionado pela seca, o Eusthenopteron aprendeu a se deslocar desajeitadamente para a terra, ou para poças de água vizinhas. Acredita-se que o primeiro anfíbio conhecido, o predador chamado Ichthyostega, que era um vertebrado que ficava à vontade tanto na água quanto na terra, tenha sido um descendente desses peixes pulmonados.
Depois disso os anfíbios se espalharam rapidamente por todas as regiões equatoriais da Terra. E variaram de pequenos habitantes de lagoas á enormes predadores de planícies úmidas.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Origem dos Anfíbios



Os anfíbios foram os primeiros seres vertebrados a conquistar a terra firme, pois todas as outras formas de vida dependiam do meio aquático para sobreviver. De acordo com evidências de fósseis encontrados há 400 milhões de anos (Período Devoniano), os anfíbios evoluíram a partir dos peixes. Tal constatação revela que nós, seres humanos, somos descendentes dessas fascinantes criaturas chamadas anfíbios.
Inicialmente, os anfíbios eram bastante diferentes de como os conhecemos hoje; a espécie só adquiriu a forma atual há 250 milhões de anos. O recorde de idade da existência dos anfíbios é decorrente do registro de pegadas encontradas no sul do Brasil. O fóssil mais antigo de um anfíbio com a forma atual das rãs (ou sapos), conhecido como Triadobatrachus, foi encontrado, em excelente estado de preservação, em Madagascar, em uma decomposição de sedimentos datada do Período Triásico (220-230 milhões de anos atrás). Para ter uma idéia de como sua existência é antiga, vale comparar que o homem só surgiu há 100 mil anos e os hominídeos existiam há pelo menos, 2 milhões de anos.